"É na Cruz que o Santo Amor, a alma amante purifica."

"É na Cruz que o Santo Amor, a alma amante purifica."
"Escandalo para os judeus. Loucura para os ímpios. Mas pra nós é Sabedoria Divina"

Coração de

Minha foto
inútil e miserável servo de Deus
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de janeiro de 2011

CALENDÁRIO LITÚRGICO


Uma das coisas que todo Católico deve conhecer é o Ano Litúrgico. É pois um calendário com todas as festas celebradas pela Igreja ao longo de um ano.

O Ano Litúrgico não começa em Janeiro, como a maioria deve pensar. Na verdade começa no com o Advento, que é o tempo de preparação para o Natal. No quarto domingo antes do Natal pra ser mais preciso.

O Ano Litúrgico termina com a Festa de Cristo Rei. Assim, no domingo seguinte, já é o Novo Ano Litúrgico com o primeiro domingo do Advento.

Na imagem abaixo podemos ver os tempos litúrgicos com as cores próprias de cada tempo. Estas cores devem se apresentar na estola do sacerdote e nas toalhas e cobertas do presbitério, cobrindo o Altar (mesa do sacrifício) o Ambão (mesa da palavra) e o Sacrário (tabernáculo).

As cores são um simbolismo da espiritualidade de cada tempo. Elas indicam a postura que o Cristão deve assumir na Igreja naquele período. A saber:

Branco - Festa - O branco é a veste do batizado, da pureza e da alegria. É usado quando a Igreja está em festa. Domingo de Páscoa e do tempo pascal, Natividade do Senhor, Acensão do Senhor, Corpus Christi, Cristo Rei e em festas de Nossa Senhora.

As músicas da Santa Missa devem ser festivas e refletir a alegria do Espírito Santo. A Alegria de ser Cristão. De ser filho de Deus.

Roxo - Penitência - O roxo é a cor da oração penitente, do jejum, do sacrifício. É usado quando a Igreja está num período de jejum e penitência. É um tempo de contrição e resignação. Um tempo de se voltar pra si e rever nossas atitudes. Procurar sempre a confissão e a abstnência. Domingos do Advento (espera do nascimento de Jesus) e Quaresma (espera da Páscoa de Cristo). Também em Missas de corpo presente e de sétimo dia.

As músicas da Santa Missa neste tempo, devem ser brandas. Sem percussão e com ritmos bem lentos e que lembrem a penitência e o sacrifício.

Vermelho - Martírio - O vermelho é a cor do sangue. A cor do martírio, ou seja, daqueles que deram a vida pelo Reino de Deus. É um tempo que deve-se alegrar-se pelo martírio. Contudo é uma alegria contida. Pois há a reflexão sobre a verdadeira doação da vida. É um tempo de meditação e reflexão sobre a causa. Eu fiz? Eu faria? Eu estou fazendo? .... Domingo de Pentecostes, de Ramos, Sexta-Feira Santa e celebração de Mártires, São Pedro, São Paulo, Santo Estevão...

As músicas deste tempo devem se adequar a situação. Pentecostes é festa, Ramos é uma alegria contida. Mas a Sexta Feira Santa é SEXTA-FEIRA SANTA. Não há nem por que tocar! No máximo um coro bem contrito.

Verde - Esperança - O Verde é a cor da esperança e do crescimento espiritual. Podemos dizer do amadurecimento espiritual. É o Tempo Comum. É o período em que procuramos ouvir e aplicar os ensinamentos de Deus em nossas vidas. No nosso cotidiano. Os segredos que Deus nos revela em todo tempo comum. Na vida comum.

As músicas deste tempo devem ser alegres. Conter a alegria de pertencer a Igreja de Cristo. Louvor por suas maravilhas e gratidão por sua misericórdia.

Rosa - Temperança - O rosa é a cor da brandura. Uma cor tênue que reflete um breve alívio na penitência. É como se por ter a certeza de que a vitória está perto, apesar do jejum e penitência (roxo), há uma breve alegria enraizada na esperança e na certeza da vitória que se aproxima. é usado no 3º Domingo do Advento e no quarto Domingo da Quaresma.

As músicas tocadas, nas Santas Missas destes dois domingos, devem possuir um alegria reservada. Mas sempre respeitando o tempo em que se está inserido. Tanto Quaresma, quanto Advento são tempos de jejum e penitência. (ver acima).



Neste Calendário Litúrgico Circular, o Ano Litúrgico começa no sentido horário exatamente a zero hora.



Um abraço e uma prece.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eu tenho uma mãe que me ama!

Nossa Senhora de Fátima

Adiantado para a morte!

Na segunda-feira 25/10/2010, eu fui fiscalizar as construções da cidade Banabuiú no Sertão Central do Ceará. Eu não sabia porque ir primeiro a Banabuiú. Já que sempre faço primeiro a rota de Quixeramobim pra depois fazer Banabuiú.

Eu não sabia. Mas Deus estava cuidando de mim. Deus cuida de mim e não me deixa só.

Aconteceu que dia 27/10/2010 um grupo de 10 bandidos fortemente armados, fecharam a cidade de Banabuiú. Isso acontece porque as Forças de Segurança Pública do Brazil estão falidas. Havia somente três soldados na cidade. Em dois tempos 10 bandidos fecharam as duas entradas da cidade, renderam os policiais e varreram os cofres da cidade.

Agora tu imaginas, eu numa viatura, com o brasão da República Federativa do Brazil, estampada no capô e nas portas, circulando livremente pelas ruas de Banabuiú, enquanto a cidade era tomada por bandidos. Imaginas se eu cruzo na rua com um bandido desses? Eu virava peneira rapidinho filho. Não tinha nem o que discutir. Era morrer e depois saber o que tinha acontecido.

Se eu tivesse ido primeiro a Quixeramobim e depois a Banabuiú. Eu estaria em Banabuiú exatamente no dia 27/10/2010. E com absoluta certeza, eu não estaria mais aqui.

Sem sombra de dúvida.

Não necessitamos ver a Deus. Nos basta ver Seus sinais. Só!

Anjo da guarda.

Atrasado para a morte.

Aconteceu também, acho que em 2004.

Ainda me lembro que quando ia de motocicleta pro campus da UFC. Bem. Eu era muito pontual e saia de casa sempre por volta de 7:15. Pelos cálculos eu entrava na avenida 13 de maio, sempre por volta das 7:25.

Num dia sem motivo algum. Eu não tinha saído na noite anterior. Eu não tinha ficado acordado até tarde. Eu simplesmente acordei tarde naquele dia. Acordei às 7:10 mais ou menos. E Saí de casa por volta das 7:45. E quando passei pela mesma rua, esquina com a avenida 13 de maio (13 de maio, não poderia ser outro nome!), a rua estava repleta de pessoas e policiais e viaturas equipes de jornal e uma ambulância.

Eu e a diamante negro saindo de casa.

Eu estava atrasado e não podia parar. Numa cidade grande essa visão é muito comum. Contudo parece que Deus queria me fazer VER algo. E mais tarde eu soube que se tratava de um assalto seguido de morte.

Parece que dois bandidos haviam assaltado uma casa e na saída se depararam com uma viatura da polícia. Houve troca de tiros e um policial e um bandido morreram no local. O outro bandido fugiu para a avenida 13 de maio, onde tomou de assalto a moto de um rapaz que passava no local.

Tomou de assalto uma moto de um rapaz que passava no local

Era segundo a reportagem por volta das 7:25. O horário que eu sempre passava naquele trecho.

Algumas pessoas sempre irão dizer que foi coincidência. Mas eu sei que não foi.

Foram somente dois dos muitos fatos que aconteceram comigo. E que expressam o amor, o carinho e o cuidado que Deus tem comigo. A Bem Aventurada Sempre Virgem Maria Santíssima faz o papel dela. Como ela sempre gosta de ficar. Meio que escondida. Sem aparecer muito. Somente na intercessão.

O nome da Avenida? 13 de Maio.
A padroeira de Banabuiú? Nossa Senhora de Fátima.
Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Se prestares atenção veráz que Deus sempre esteve contigo.
Sempre!
São pequenos sinais! Mas que revelam a presença de Deus e de Maria Santíssima nas nossas vidas.

Aprendi que não devemos reclamar de um atraso ou de coisa qualquer. Muitas vezes estas pequenas coisas, estas pequeninas coisas, salvam nossas vidas. E o pior, é que na maioria das vezes, por estarmos longe de Deus, nem mesmo as enxergamos.
Não é enxergar por amor a nós, Deus em tudo.

Mas enxergar em tudo o Amor de Deus por nós.


Um abraço e uma prece.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O tempo debaixo do céu

Existe um tempo pra cada coisa. Existe um momento debaixo do céus. (Ecle 3,1)


Veja que há coisas e pessoas que Deus nos deu por um momento para que aprendessemos com elas. E ao perder certas coisas e pessoas não podemos nos deixar dominar pelo sentimento de solidão. Pois aquelas pessoas e coisas tiveram o tempo delas. E agora não mais. Agora o tempo é outro.


O apego a coisas e pessoas se desenvolve a partir do momento


Aramis e Daniel. (1997)

Observe como um camponês trabalha no campo. Há o tempo de semear. Há o tempo de cultivar. Há ainda o tempo de limpar a terra e o tempo de podar. E por fim o tempo da colheita.


Mas o camponês não pode se apegar a semente, nem ao broto. Nem muito menos a floração, nem ao fruto. Pois cada um tem seu tempo debaixo do sol.


Já imaginou se o camponês não quisesse que o broto florecesse? O broto iria florecer assim mesmo, porque o querer do camponês não tem autoridade sobre o broto. E o camponês ficaria frustrado com saudade do broto, em vez de apreciar sua floração.


Neste mundo imediatista, materialista e consumista, as pessoas se acham deusas e querem determinar todas as coisas ao seus tempos (das pessoas). Mas elas não podem e se vêem frustradas e impotentes.

Soube de uma mulher muito triste e frustrada porque tinha 9 filhos homens. Isso mesmo. Sua frustração era por não ter nenhuma filha mulher. Essa mãe frustrada gastou 30.000 dólares pra uma fertilização in vitro. Foram fecundados 6 óvulos e dos seis somente uma era feminino. Ela dominada pelo egoísmo, introduziu o óvulo escolhido e matou os outros 5. Resultado? O 6º também morreu. 



Temos que respeitar e aceitar o tempo das pessoas e das coisas. 




Um abraço e uma prece.